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domingo, 12 de dezembro de 2010

A Trilha

Estou distante, perdida numa estrada sem fim, onde a neblina me impede totalmente de enxergar a realidade ao meu redor. Tento gritar, mas algo me impede. O que me impede?
Não posso fazer mais nada, apenas sentir. E isso, de certo modo me enlouquece.
Como se eu fosse destinada a seguir por esse caminho. Tal ser, o destino, é sarcástico, mal e sádico, de fato poderia citar mais mil qualidades e defeitos mas tais três me assombram, e perseguem por toda a vida.
Cada passo uma memória e a cada memória uma dor. Porém, meus passos cegos não me farão voltar.
Previsivelmente sigo por esta estrada, sem poder ao menos me focar em algo. Minha melhor certeza é a morte.
Passo entre maçãs e serpentes, estas, antes uma tentação, agora não são nada mais que itens corriqueiros, nada surpreende, e enquanto passo a procurar o relógio da vida ficar mais próximo à badalar.
Chego a algo que se parece uma ponta, porém sequer eu posso ver o que está em torno de mim, andar ou não andar não fará diferença, no fim das contas fui esquecida e estou perdida, ambos os destinos continuariam sendo apenas um brinquedo do destino.



quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Save me.

Estou presa, sem vida, num lugar inferior ao mundo, onde os normais vivem alegremente sua hipocrisia. Serei eu tão distinta a sociedade?
Sinto-me uma praga vivendo junto a ela. Preciso de uma resposta, ou senão, deixar de existir.

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Thoughts on a rainy day...


Observo a forte chuva cair. Isto me lembra as pessoas, o modo que caem e se perdem de suas próprias consciências. Me faz pensar em como poderia continuar aqui, continuar exercendo minha loucura, mesmo que ela não mereça este lugar. A chuva e sua reflexão... Logo me vem a pergunta: “O que me faz continuar?”.

É uma confusão que poucos entendem. Talvez fosse egoísmo deixar-me levar por meus sonhos e desejos. Pessoas, lugares... Sou uma alma perdida em meio a movimentação desta grande cidade. Minha mente grita, grita pelo que quer. Sinto ter que a ignorar. Sinto não poder seguir meu caminho... Porém, sinto mais ainda por fazer o que querem sem a menor vontade, sem o apreço que sentiria se tudo fosse diferente.

Por enquanto, observarei a chuva cair, e continuarei com meus questionamentos inúteis.


quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Freedom!

Eu fui feita para a liberdade

Tanto física, quanto mental

Racional e sentimental

Você não pode me salvar

Pois não há o que ser salvo


Sou o contraste de milhares de consciências errantes

Sou suas idéias perdidas

Sou algo corretamente errado

Sou a lua iluminando o céu escuro da noite


Me diga, grande criança ingênua

Quantas vezes você não se rendeu a sua vontade?

Optou pela monotonia de fazer o que acham certo?

Porém, eu estava lá


Sou o espírito de cada pessoa

O espírito que luta por cada um de seus erros

Que luta por você

Eu sou seu segredo mais oculto, que guarda a vida que quer ter

Liberte-me, sem medo.

domingo, 24 de outubro de 2010

Revolution Without Solution.


A corrida de minha vida, eis um tortuoso caminho. Apreciando a liberdade, o sigo focada num sonho incerto. Tantos os sons, tantos os tempos. E o que virá neste século de loucura? O tempo mostrará, porém, não existem guerreiros nessa estranha e talvez inexistente futura revolução. “Revolução sem solução”.

sábado, 16 de janeiro de 2010

Horizon.

Paralisada

Permaneço com meus olhos fixados ao horizonte

Permaneço sentindo sua presença

Que a pouco se encontrava em minha frente

Última doce presença


Não posso enxergar o sol

Sinto a fina chuva cair sobre mim

E nuvens acinzentadas cobrindo minha visão do céu

Porém, lá eu me mantenho

Observando o horizonte


E por que

Minha mente não pode aceitar a verdade?

Uma situação tão simples

Ilusão e medo

Isto mantém meu olhar ao horizonte


Apenas

Ouço sua voz

Dizer novamente

“Largue este cigarro e venha

ver o sol se pôr no horizonte...”


 

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