Estou distante, perdida numa estrada sem fim, onde a neblina me impede totalmente de enxergar a realidade ao meu redor. Tento gritar, mas algo me impede. O que me impede?
Não posso fazer mais nada, apenas sentir. E isso, de certo modo me enlouquece.
Como se eu fosse destinada a seguir por esse caminho. Tal ser, o destino, é sarcástico, mal e sádico, de fato poderia citar mais mil qualidades e defeitos mas tais três me assombram, e perseguem por toda a vida.
Cada passo uma memória e a cada memória uma dor. Porém, meus passos cegos não me farão voltar.
Previsivelmente sigo por esta estrada, sem poder ao menos me focar em algo. Minha melhor certeza é a morte.
Passo entre maçãs e serpentes, estas, antes uma tentação, agora não são nada mais que itens corriqueiros, nada surpreende, e enquanto passo a procurar o relógio da vida ficar mais próximo à badalar.
Chego a algo que se parece uma ponta, porém sequer eu posso ver o que está em torno de mim, andar ou não andar não fará diferença, no fim das contas fui esquecida e estou perdida, ambos os destinos continuariam sendo apenas um brinquedo do destino.


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